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O que é a DMZ?

Viajar pela Coreia do Sul é se deparar com uma mistura fascinante de tradição e modernidade. Mas há um lugar que desperta curiosidade e emoção em igual medida: a DMZ, sigla para Demilitarized Zone — ou Zona Desmilitarizada. Um dos destinos mais intrigantes do país, a DMZ é ao mesmo tempo um símbolo de divisão e de esperança por reunificação.

O que é a DMZ?
A DMZ é uma faixa de terra que separa a Coreia do Sul e a Coreia do Norte, criada em 1953, após o fim da Guerra da Coreia. Com cerca de 250 km de extensão e 4 km de largura, ela serve como uma zona tampão entre os dois países, onde a presença militar é restrita. Apesar do nome, é uma das fronteiras mais vigiadas do mundo.

A linha central da DMZ é chamada de Linha de Demarcação Militar (MDL) — o verdadeiro limite entre as duas Coreias. De um lado, está o exército norte-coreano; do outro, soldados sul-coreanos e das forças da ONU.

Por que a DMZ foi criada?
Após três anos de conflito (1950–1953), a Guerra da Coreia terminou com um armistício, mas nunca com um tratado de paz definitivo. Assim, a DMZ foi estabelecida como uma zona neutra para impedir novos confrontos. Até hoje, as Coreias permanecem tecnicamente em guerra, separadas por essa estreita faixa de terra.

O que visitar na DMZ?
Embora seja uma área militar sensível, parte da DMZ pode ser visitada em excursões organizadas a partir de Seul. Entre os pontos mais marcantes estão:

  • JSA (Joint Security Area): o ponto mais famoso, onde soldados das duas Coreias ficam frente a frente, separados apenas por uma linha de concreto.
  • Túnel de Infiltração: escavado secretamente pela Coreia do Norte e descoberto pela Coreia do Sul, é possível percorrer parte dele durante a visita.
  • Observatório Dora: oferece uma vista impressionante do território norte-coreano e da cidade fronteiriça de Kaesong.
  • Estação Dorasan: uma estação ferroviária simbólica que, um dia, poderá ligar novamente as duas Coreias.

 

Curiosidades sobre a DMZ

  • A natureza floresceu no local: por conta da ausência humana, a DMZ se transformou em um santuário ecológico, abrigando espécies raras de aves e animais.
  • É um dos poucos lugares no mundo onde a Guerra Fria ainda é visível, com guardas armados e fronteiras ativas.
  • A visita exige documentos e regras específicas, como não fazer gestos provocativos e seguir sempre as instruções dos guias.

Um símbolo de separação e esperança
A DMZ não é apenas uma fronteira — é um lembrete vivo da história recente da Coreia e da resiliência de seu povo. Ao caminhar por ali, o visitante sente o peso do passado, mas também percebe o desejo de um futuro mais unido.

Visitar a DMZ é compreender que, mesmo nos lugares marcados pela divisão, a esperança continua florescendo — assim como a natureza que tomou conta dessa terra silenciosa.